Lionel Messi se tornou o jogador com mais gols na história das Copas do Mundo. Um momento mágico e que deve ser eternizado pelos jornais, principalmente os argentinos. E ele foi capa de todos. Mas nenhum teve a ousadia ou criatividade de criar algo diferente para esse feito memorável. Todos ficaram no simples, no feijão com arroz. Decepcionante. Mas como registro, as primeiras páginas dos jornais argentinos de hoje.
terça-feira, 23 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
Quando a camisa vestiu o jornal. A série de capas de A Tribuna para a Copa de 2026
A série de capas de A Tribuna para a Copa do Mundo de 2026 transformou a contagem regressiva para a estreia da Seleção Brasileira em uma narrativa visual, utilizando as camisas dos cinco títulos mundiais como elemento central do design editorial.
Foi exatamente isso que A Tribuna fez na contagem regressiva para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Durante cinco edições consecutivas, cada capa foi "vestida" por uma das camisas utilizadas pelo Brasil em seus cinco títulos mundiais: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Uma solução visual simples, mas carregada de significado. O elemento central é extremamente simples. A camisa deixa de ser um objeto esportivo e passa a "vestir" o próprio jornal, ocupando o lugar da fotografia principal, virando protagonista absoluta. O leitor identifica imediatamente que aquela edição faz parte de uma série.
A ideia foi não deixar a camisa como uma ilustração qualquer. Ela ocupa o espaço de destaque da capa, quase como se o próprio jornal estivesse usando o uniforme da Seleção. Uma imagem limpa, centralizada e impossível de passar despercebida. A intenção foi criar uma conexão imediata com o leitor. Mesmo quem não acompanha futebol reconhece aquelas cores e associa cada uniforme a um momento marcante da história do país. Não é preciso explicar muito. A memória faz o restante do trabalho.
Um detalhe importante importante nessa série de capas é ela não interfere na função principal do jornal. As manchetes continuam sendo as protagonistas da informação, enquanto a contagem regressiva aparece como um elemento de identidade visual. O projeto consegue celebrar a Copa sem transformar a capa em uma peça publicitária ou em um cartaz esportivo. Para isso, foi pensada na consistência da proposta. A posição da camisa, a tipografia, o bloco da contagem regressiva e a organização dos elementos permanecem praticamente inalterados ao longo dos cinco dias. Essa repetição é justamente o que fortalece a ideia. Quando as capas são colocadas lado a lado, elas deixam de ser cinco edições independentes e passam a formar uma coleção. O intuito de criar algo que desperte vontade de guardar o jornal.
Em uma época em que boa parte das notícias é consumida em telas e esquecida poucas horas depois, produzir capas com potencial de colecionismo é um diferencial importante. O leitor percebe que aquela edição faz parte de algo maior, de uma sequência que só estará completa quando todas as capas estiverem reunidas.
É um conceito visual que conversa com emoção, memória e identidade, três ingredientes fundamentais para um bom projeto editorial.
O que mais me agradou foi que não houve necessidade de recorrer a efeitos complexos ou soluções grandiosas para criar impacto.
Em tempos de excesso visual, a simplicidade, o minimalismo de um layout continua sendo uma das ferramentas mais poderosas do design editorial. E quando ela consegue contar uma história antes mesmo da leitura da manchete, o resultado deixa de ser apenas uma capa de jornal e passa a fazer parte da memória de quem a vê.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Convocação da Seleção Brasileira para a Copa domina capas dos jornais. Neymar é o destaque
O técnico da Seleção Brasileira Carlo Ancelotti convocou os 26 jogadores que irão para a Copa do Mundo. A expectativa estava se ele iria chamar ou não o atacante Neymar. E isso ficou claro nas capas dos jornais brasileiros de hoje. Neymar foi o grande protagonista.
Em A Tribuna, a ideia foi criar uma relação com a febre das figurinhas e, no caso da convocação dele, a ausência no álbum. Por isso, optei pela ideia de publicar as figurinhas das três Copas que ele participou e 'criar' a desse ano.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Portuguesa Santista se torna gigante nas capas de A Tribuna
Mais uma vez a Portuguesa Santista vira protagonista do futebol da Baixada Santista, conquistando o título da Série A3 do campeonato paulista e também o acesso à Série A2 em 2027.
E neste momento, nas capas de A Tribuna, a Briosa recebe tratamento mais que especial. Os títulos da Portuguesa Santista funcionam como um estudo claro de como o design editorial pode transformar um time acanhado financeiramente em protagonista absoluto, ao menos por um dia.
O ponto central destas capas está na intenção do jornal de abandonar qualquer neutralidade e assumir o papel de apoiador, torcedor, com forte apelo emocional. A Portuguesa Santista, tradicionalmente vista como um clube de menor expressão, é elevada ao status de gigante. O design não apenas informa o título, mas o celebra, o eterniza.
Nas edições de 2023, A Tribuna fez construção progressiva. A capa pré-jogo à final da Copa Paulista apostou em blocos nas cores da Briosa, fortes, com o verde dominante e o vermelho como tensão. O título Jogo do século para a Briosa! não é informativo, mas emocional, feito para inflar o sentimento do torcedor.
Já no dia seguinte, a conquista veio com a explosão de É CAMPEÃ ocupando o espaço da página de uma forma limpa mas ao mesmo tempo vibrante. O escudo do clube serviu como moldura para a taça erguida e a torcida ao fundo, quase como um símbolo, um ícone religioso. Pura celebração.
Neste ano, na final do Paulista da Série A3, buscamos um refinamento dessa narrativa visual. A capa que antecede o título não ocupou tanto espeço na página, mas buscamos usar um recurso interessante: o gesto de abrir a camisa, revelando o escudo, em uma metáfora direta ao orgulho de torcer para a Portuguesa Santista. O texto reforça essa ideia de entrega e paixão.
A capa de hoje, o dia seguinte, a conquista ganha tratamento ainda grandioso, com uma composição mais limpa, hierarquia bem definida e a imagem central que privilegia a festa coletiva, com a taça e jogadores em êxtase, tudo sobre os blocos nas cores do times, mas com maior respiro.
A Tribuna procurou entender o público, indo pela linha mais passional e menos racional. A capa deixou de ser apenas uma página, virando uma memória afetiva.
sábado, 18 de abril de 2026
A morte de Oscar Schmidt nas capas dos jornais brasileiros
A morte de Oscar Schmidt, o Pelé do Basquete, ganhou repercussão nas capas dos jornais brasileiros.
A Tribuna foi além do óbvio e publicou uma capa minimalista e repleta de simbolismo com o uso apenas da mão do jogador, em foto feita por Marcelo Justo em 2006.
CLIQUE AQUI PARA VER COMO FOI PENSADA A CAPA DE A TRIBUNA
Abaixo, as capas de hoje dos jornais brasileiros e o Adeus a Oscar.




































































