segunda-feira, 20 de julho de 2026

Capas dos jornais brasileiros repetem a mesma fórmula para destacar o título da Espanha na Copa do Mundo 2026

Quando um acontecimento do tamanho de uma final de Copa do Mundo acontece, espera-se que os jornais aproveitem a oportunidade para mostrar toda a força do design editorial. Afinal, uma capa histórica tem o poder de entrar para a memória do leitor tanto quanto a própria partida.

No entanto, as capas dos jornais brasileiros que destacaram a conquista da Espanha na Copa do Mundo de 2026 seguiram praticamente o mesmo roteiro: a tradicional fotografia da equipe levantando o troféu ocupando o alto da página, acompanhada de um título celebrando o título espanhol. A repetição foi tão grande que, em muitos casos, bastava trocar o logotipo do jornal para que as capas parecessem versões da mesma ideia.

E não me excluo dessa mesmice não. A capa que confeccionei para A Tribuna segue essa mesma linha. Talvez foi por ser a fórmula que sempre deu certo, ou ainda por segurança de algo que foi feito antes e funcionou, evitando assim o risco de criar algo diferente e dar errado.

É claro que a imagem da taça erguida representa o momento máximo do futebol e dificilmente deixaria de aparecer. O problema não está na fotografia em si, mas na ausência de uma interpretação gráfica capaz de transformar esse instante em uma capa memorável. Em um cenário em que praticamente todos fizeram a mesma escolha, faltou ousadia para explorar enquadramentos diferentes, ilustrações, conceitos visuais ou soluções tipográficas que diferenciassem cada publicação.

Grandes acontecimentos costumam revelar os jornais que apenas registram a notícia e aqueles que conseguem contar uma história por meio do projeto gráfico. A conquista da Espanha mostrou que, apesar da importância do fato, predominou uma certa previsibilidade nas bancas. E justamente por isso vale observar essas primeiras páginas: elas revelam como o excesso de consenso pode fazer até um momento histórico perder parte do seu impacto visual.

Somente dois jornais fugiram um pouco desse caminho, os dois com uma linha mais popular: o Extra e o Meia Hora, que procuram brincar com a famosa foto de Messi dando banho em Yamal há anos. Fora isso, tudo igual, inclusive o exagero do Correio* que parece não ser da Bahia, mas sim da Espanha.

Aqui no Se Vira Design, reuni essas capas para vermos como os jornais brasileiros retrataram o título da Espanha e discutir até que ponto a busca por segurança acabou deixando de lado a criatividade que uma Copa do Mundo merece.





























Capas dos jornais argentinos emocionam ao agradecer a seleção após derrota na Copa do Mundo

Capas dos jornais argentinos após a derrota na Copa do Mundo.

A derrota da Argentina na Copa do Mundo não foi retratada pelos jornais do país como um fracasso, mas como o encerramento de uma campanha digna de aplausos. As capas publicadas no dia seguinte surpreendem pelo tom de gratidão, onde em vez de críticas, predominam mensagens de reconhecimento aos jogadores e à comissão técnica, que conquistaram o respeito e o carinho da torcida durante toda a competição.

Do ponto de vista do design editorial, a emoção fala mais alto que o resultado. Fotografias dos atletas abatidos dividem espaço com manchetes como Gracias e outras expressões de orgulho, reforçadas por layouts limpos, pouco texto e imagens em destaque. A escolha gráfica evidencia que, naquele momento, o principal objetivo dos jornais era homenagear uma equipe que lutou até o fim, transformando a derrota em um capítulo de união nacional. Neste post, publico as capas dos jornais argentinos, onde fica claro a utilização do design para transmitir respeito, emoção e gratidão, mostrando que uma capa também pode ser um gesto de reconhecimento.

















domingo, 19 de julho de 2026

Como os jornais espanhóis celebraram o título da Espanha na Copa 2026

Espanha venceu a Argentina e conquistou a Copa do Mundo de 2026. São estes momentos que fazem com que os capistas tenham liberdade para criar layouts especiais, diferentes, históricos.

Neste post não vou analisar as capas, dizer que poderiam ter sido melhores, mais ousadas, mais criativas. Até porque, sempre acho que os capistas ligam o piloto automático e acabam utilizando a famosa foto da comemoração, do time todo, com o troféu na mão e papeis picado caindo sobre suas cabeças. São escolhas gráficas e editoriais que já estão incrustradas nas redações. Confesso que eu tentaria fazer diferente, mas não sei se conseguiria fugir dessa linha.

Então, faço aqui uma compilação de primeiras páginas dos jornais espanhóis, reforçando o papel de documento da história que os jornais possuem.