domingo, 21 de junho de 2026

Quando a camisa vestiu o jornal. A série de capas de A Tribuna para a Copa de 2026

A série de capas de A Tribuna para a Copa do Mundo de 2026 transformou a contagem regressiva para a estreia da Seleção Brasileira em uma narrativa visual, utilizando as camisas dos cinco títulos mundiais como elemento central do design editorial.






No jornalismo diário, é comum que grandes eventos recebam um tratamento especial. Mudam-se as cores, criam-se selos, surgem logotipos comemorativos e elementos gráficos que ajudam o leitor a identificar que um momento importante está chegando. E justamente por ser um fato diferente do habitual, a capa do jornal precisa ir além da decoração e se transformar em uma na narrativa do acontecimento.

Foi exatamente isso que A Tribuna fez na contagem regressiva para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Durante cinco edições consecutivas, cada capa foi "vestida" por uma das camisas utilizadas pelo Brasil em seus cinco títulos mundiais: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Uma solução visual simples, mas carregada de significado. O elemento central é extremamente simplesA camisa deixa de ser um objeto esportivo e passa a "vestir" o próprio jornal, ocupando o lugar da fotografia principal, virando protagonista absoluta. O leitor identifica imediatamente que aquela edição faz parte de uma série.

A ideia foi não deixar a camisa como uma ilustração qualquer. Ela ocupa o espaço de destaque da capa, quase como se o próprio jornal estivesse usando o uniforme da Seleção. Uma imagem limpa, centralizada e impossível de passar despercebida. A intenção foi criar uma conexão imediata com o leitor. Mesmo quem não acompanha futebol reconhece aquelas cores e associa cada uniforme a um momento marcante da história do país. Não é preciso explicar muito. A memória faz o restante do trabalho.

Um detalhe importante importante nessa série de capas é ela não interfere na função principal do jornal. As manchetes continuam sendo as protagonistas da informação, enquanto a contagem regressiva aparece como um elemento de identidade visual. O projeto consegue celebrar a Copa sem transformar a capa em uma peça publicitária ou em um cartaz esportivo. Para isso, foi pensada na consistência da proposta. A posição da camisa, a tipografia, o bloco da contagem regressiva e a organização dos elementos permanecem praticamente inalterados ao longo dos cinco dias. Essa repetição é justamente o que fortalece a ideia. Quando as capas são colocadas lado a lado, elas deixam de ser cinco edições independentes e passam a formar uma coleção. O intuito de criar algo que desperte vontade de guardar o jornal.

Em uma época em que boa parte das notícias é consumida em telas e esquecida poucas horas depois, produzir capas com potencial de colecionismo é um diferencial importante. O leitor percebe que aquela edição faz parte de algo maior, de uma sequência que só estará completa quando todas as capas estiverem reunidas.

É um conceito visual que conversa com emoção, memória e identidade, três ingredientes fundamentais para um bom projeto editorial.

O que mais me agradou foi que não houve necessidade de recorrer a efeitos complexos ou soluções grandiosas para criar impacto. 

Em tempos de excesso visual, a simplicidade, o minimalismo de um layout continua sendo uma das ferramentas mais poderosas do design editorial. E quando ela consegue contar uma história antes mesmo da leitura da manchete, o resultado deixa de ser apenas uma capa de jornal e passa a fazer parte da memória de quem a vê. 



terça-feira, 19 de maio de 2026

Convocação da Seleção Brasileira para a Copa domina capas dos jornais. Neymar é o destaque

O técnico da Seleção Brasileira Carlo Ancelotti convocou os 26 jogadores que irão para a Copa do Mundo. A expectativa estava se ele iria chamar ou não o atacante Neymar.  E isso ficou claro nas capas dos jornais brasileiros de hoje. Neymar foi o grande protagonista.

Em A Tribuna, a ideia foi criar uma relação com a febre das figurinhas e, no caso da convocação dele, a ausência no álbum. Por isso, optei pela ideia de publicar as figurinhas das três Copas que ele participou e 'criar'  a desse ano.









































segunda-feira, 27 de abril de 2026

Portuguesa Santista se torna gigante nas capas de A Tribuna

Mais uma vez a Portuguesa Santista vira protagonista do futebol da Baixada Santista, conquistando o título da Série A3 do campeonato paulista e também o acesso à Série A2 em 2027. 

E neste momento, nas capas de A Tribuna, a Briosa recebe tratamento mais que especial. Os títulos da Portuguesa Santista funcionam como um estudo claro de como o design editorial pode transformar um time acanhado financeiramente em protagonista absoluto, ao menos por um dia.

O ponto central destas capas está na intenção do jornal de abandonar qualquer neutralidade e assumir o papel de apoiador, torcedor, com forte apelo emocional. A Portuguesa Santista, tradicionalmente vista como um clube de menor expressão, é elevada ao status de gigante. O design não apenas informa o título, mas o celebra, o eterniza.

Nas edições de 2023, A Tribuna fez construção progressiva. A capa pré-jogo à final da Copa Paulista apostou em blocos nas cores da Briosa,  fortes, com o verde dominante e o vermelho como tensão. O título Jogo do século para a Briosa! não é informativo, mas emocional, feito para inflar o sentimento do torcedor. 


Já no dia seguinte, a conquista veio com a explosão de É CAMPEÃ ocupando o espaço da página de uma forma limpa mas ao mesmo tempo vibrante. O escudo do clube serviu como moldura para a taça erguida e a torcida ao fundo, quase como um símbolo, um ícone religioso. Pura celebração.


Neste ano, na final do Paulista da Série A3, buscamos um refinamento dessa narrativa visual. A capa que antecede o título não ocupou tanto espeço na página, mas buscamos usar um recurso interessante: o gesto de abrir a camisa, revelando o escudo, em uma metáfora direta ao orgulho de torcer para a Portuguesa Santista. O texto reforça essa ideia de entrega e paixão. 

A capa de hoje, o dia seguinte, a conquista ganha tratamento ainda grandioso, com uma composição mais limpa, hierarquia bem definida e a imagem central que privilegia a festa coletiva, com a taça e jogadores em êxtase, tudo sobre os blocos nas cores do times, mas com maior respiro.


A Tribuna procurou entender o público, indo pela linha mais passional e menos racional. A capa deixou de ser apenas uma página, virando uma memória afetiva.

sábado, 18 de abril de 2026

A morte de Oscar Schmidt nas capas dos jornais brasileiros

 A morte de Oscar Schmidt, o Pelé do Basquete, ganhou repercussão nas capas dos jornais brasileiros. 

A Tribuna foi além do óbvio e publicou uma capa minimalista e repleta de simbolismo com o uso apenas da mão do jogador, em foto feita por Marcelo Justo em 2006.

CLIQUE AQUI PARA VER COMO FOI PENSADA A CAPA DE A TRIBUNA



Abaixo, as capas de hoje dos jornais brasileiros e o Adeus a Oscar.