O Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. O norueguês-brasileiro Lucas Pinheiro venceu a prova do slalom gigante no esqui alpino. Até então, a melhor colocação de um brasileiro tinha sido o nono lugar no snowboard cross em 2006.
Apesar desse fato histórico, as capas dos jornais brasileiros de hoje foram bastante frias, ao contrário de quando um atleta brasileiro conquista medalha de ouro nos jogos de verão. Talvez, por estarmos em um país tropical, os jogos de verão fazem parte da cultura do brasileiro há décadas. E assim, a conquista de uma medalha de ouro tende a ser valorizada nas primeiras páginas dos jornais, ganhando destaque e espaço, com fotos gigantes e títulos garrafais e entusiastas. O cenário muda sensivelmente quando se trata dos Jogos Olímpicos de Inverno, ondes o país não tradição em esportes na neve ou no gelo, sendo um participante coadjuvante e improvável.
As capas de hoje dos jornais brasileiros, ainda que noticiem a inédita medalha, não buscaram, assim como fez Lucas Pinheiro, ir além do tradicional, não ser simples coadjuvante, ser o personagem principal da história. Os jornais poderiam, e deveriam, criar capas que ficassem para a história.







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