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domingo, 4 de janeiro de 2026

Uma imagem, duas capas: como os guarás vermelhos ganharam leituras diferentes em A Tribuna e O Estado de S. Paulo


 A mesma fotografia, dois jornais, dois sentidos. O bando de guarás-vermelhos que estampou a capa de A Tribuna no começo do mês passado, foi publicada também na capa de O Estado de S. Paulo de ontem. Uma imagem de divulgação, que é um claro exemplo de como a imagem, sozinha, não determina a narrativa visual de uma primeira página. O que muda é o tratamento editorial: escala, recorte, relação com a tipografia e posição no grid. Nesta comparação, a foto deixa de ser apenas registro da natureza para revelar como projetos gráficos distintos transformam um mesmo clique em mensagens diferentes, refletindo identidades, públicos e intenções editoriais.

Em ambas as capas, a fotografia dos guarás-vermelhos pousados em galhos funciona como símbolo visual central. A imagem tem características muito fortes, como a cor vermelha dominante; a composição diagonal dos galhos criando uma linha ascendente que conduz o olhar; ritmo visual com a repetição das aves ao longo do galho criando cadência e equilíbrio; carga simbólica da natureza, do retorno ambiental, a exceção visual em meio ao noticiário.


Em A Tribuna a foto foi usada para ser a protagonista gráfica. A capa foi pensada a partir da imagem. O enquadramento interfere em todo o layout. A imagem é recortada e reposicionada de forma muito mais agressiva, como se os guarás invadissem as áreas de texto, títulos e chamadas, rompendo o grid tradicional.

A foto deixa de ser contemplativa e passa a ser elemento narrativo ativo, onde os guarás se tornam quase que personagens da capa, e não meramente ilustração, resultando numa ousadia editorial, sobrepondo e dialogando com o restante da capa.



Já no Estadão A imagem ocupa uma grande faixa horizontal central, respeitando o grid tradicional do jornal., não invadindo títulos ou colunas, tendo sua área claramente delimitada entre as chamadas. A fotografia funciona como contraponto visual à densidade textual e à manchete dura., atuando como uma ilha, suavizando o impacto do noticiário político e econômico.

A foto foi usada da forma tradicional, clássica e elegante, seguindo o padrão editorial do jornal.

E vc? Qual capa prefere?

A captura de Nicolás Maduro nas capas dos jornais norte-americanos

As capas de hoje dos jornais dos Estados Unidos e a captura de Nicolás Maduro.






















 

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Ozzy Osbourne. O adeus ao Príncipe das trevas nas capas dos jornais brasileiros

Veja como os principais jornais brasileiros retrataram a morte de Ozzy Osbourne nas capas de hoje, 23 de julho de 2025.

O Brasil acordou hoje com Ozzy Osbourne, um dos maiores ícones da história do rock e figura lendária do heavy metal, nas primeiras páginas dos jornais. Aos 76 anos, o eterno Príncipe das Trevas morreu em Birmingham, no Reino Unido, deixando uma vazio no mundo da música pesada, marcada por sua voz inconfundível, suas performances intensas e sua personalidade transgressora. O impacto da perda foi refletido nas principais capas dos jornais brasileiros.

Em A Tribuna, optamos por uma imagem sóbria e marcante do cantor, em preto e branco, mãos unidas em sinal de prece, carregando seu inconfundível crucifixo. A chamada foi direta, sem o uso de títulos poéticos e conceituais.

Uma análise rápida nas capas dos jornais brasileiros, percebe-se que os principais veículos deram um destaque maior em suas capas do que os de menor expressão, reverenciando a importância de Ozzy Osbourne para o cenário musical mundial. 

O Correio Braziliense publicou uma pequena seleção de fotos que percorrem diferentes fases da carreira do cantor, terminando com uma caricatura. O Estadão seguiu com uma abordagem mais simples e simbólica, publicando o Adeus ao Príncipe das Trevas com uma imagem de um Ozzy sorridente, contrariando a imagem dos metaleiros de caras fechadas e feições bravas.

Olhando a capa da Folha de S. Paulo, Ozzy é retratado de uma forma que o imortaliza no mundo sombrio do bravura metal, com uma abordagem que reforça o estilo dark, místico e teatral do cantor, numa forte sobriedade gráfica. 

O Estado de Minas deixa visivelmente claro o simbolismo da morte como último ato, sendo o palco um túmulo simbólico. Já o O Globo  seguiu a linha certeira da imagem em preto e branco, que reforça o luto e constrói a ideia do mito eterno.

O cearense O Povo, que tradicionalmente é reconhecido por seu design ousado de capas, optou por uma reverência sutil. reconhecendo a importância de Ozzy, mas mantém o foco em temas locais.

As capas dos jornais brasileiros mostram não apenas a força de Ozzy Osbourne como artista, mas também como símbolo cultural global. Sua morte transcende o universo do rock: é o fim de uma era para milhões de fãs que encontraram em sua música não só entretenimento, mas uma identificação. Ozzy não foi apenas o rosto do Black Sabbath. Foi a própria voz do heavy metal.

Ainda que eu, como fã de Ozzy, no meu universo particular, abria mão de quaisquer outros assuntos para ter somente capas monotemáticas, capas pôster em homenagem a ele, Ozzy Osbourne.




















 

quinta-feira, 10 de março de 2022

Na guerra, a foto do dia.

 Está nas capas dos jornais do mudo inteiro.

A foto do dia.

De autoria de Evgeniy Maloletka, da Associated Press, registra uma grávida sendo conduzida em maca sobre escombros do Hospital ucraniano bombardeado por tropas russas.

Impactante, chocante e revoltante.